quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Plano de fuga


Plano de fuga


Não há novos caminhos
Dando voltas entorno da montanha.
Novas estações.
Os mesmos erros de cara nova.
Decepção.
Tudo em vão.
Bebida amarga.
É preciso sair dessa trilha.
Quem sabe criar asas e voar.
Conhecer novos rumos
Inventar outros caminhos.
Enveredar-me.
Ganhar os céus voando baixo
Curtir o vento
Viver o novo
Não mais voltar.
Em caminhos claros, de grama verde;
Fruto fresco, água doce.
Libertar-me.
Talvez eu ore...
Quem sabe dá certo...
Talvez eu corra...
E eu consiga sair desse lugar.
E se eu gritasse?
Já tentei.
Não ecoa. Não vem ninguém.
Só me resta então fechar os olhos
Bem apertados.
E quem sabe assim. Só assim
Poderei voar...



Adriana Kairos

3 comentários:

Camilla Ribeiro disse...

Olá Adriana! Primeiramente obrigada pelo comentário. Seu blog tão cheio de poesia já me cativou e colocarei o link entre os meus favoritos. Li a primeira poesia, parabéns pela escrita! Como costumo dizer, continue fazendo a literatura viver, pra que, quem sabe a poesia um dia possa nos salvar! Muitos beijos e abraços. Ah! Volte sim, volte sempre que puder ao AdversativOs!

Camilla Ribeiro.

Léia Carvalho - LC disse...

Sempre quero voar. Meu maior desejo é esse.
Então fecho meus olhos abro os braços e penso que é com minha vente que bato as asas e plano...

Nilson Barcelli disse...

Há alturas que o único plano de fuga decente é voar.
E vc voou neste excelente poema. Parabéns.

"Às vezes, tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconscientes, eu antes não sabia que sabia."

Clarice Lispector